O Barroco é frequentemente apresentado como arte do excesso, do virtuosismo técnico e do esplendor visual. Nesta exposição, opta-se por uma leitura crítica desse período, entendendo-o como um sistema de representação profundamente ligado à afirmação social, à ostentação e à encenação do poder.
Os desenhos de grande formato realizados pelos alunos do 11.º AVB partem de pinturas barrocas para evidenciar a construção artificial do gesto, da pose e da autoridade. Em diálogo, a análise da peça “O Burguês Fidalgo”, de Molière, desenvolvida pelas turmas 2.º M e 2.º CMRPP, revela o lado satírico e ridículo dessa mesma lógica de imitação social.
Entre a ostentação e o ridículo, a exposição propõe um olhar crítico sobre a utilização da arte enquanto linguagem de aparência, questionando o modo como a imagem participa na construção da identidade e da hierarquia social.
Curador: Prof. Carlos Miguel Gonçalves
[https://sites.google.com/aesilves.pt/desenho10avb/desenho-a-10avb]

